Pedagogia do Oprimido. O que é?

Uma obra escrita em 1968, mas publicada no Brasil apenas seis anos depois pela editora Paz e Terra, em 1974, é certamente uma das mais importantes e populares entre educadores ao redor do mundo, sendo um dos fundamentos da pedagogia crítica. Estamos falando de “Pedagogia do Oprimido”, livro escrito por Paulo Freire, considerado um dos mais influentes e notáveis pensadores quando o assunto é, claro, Pedagogia.

As 253 páginas que o compõem, foram escritas com base em uma série de reflexões enquanto o filósofo estava exilado no Chile. Por isso o grande hiato até que finalmente fosse publicado em nosso país, uma vez que, até então, era proibido. Desde então o livro teve milhões de cópias vendidas, e segue sendo um dos mais citados em referências bibliográficas de trabalhos acadêmicos da área de Ciências Sociais.

A teoria do livro, que certamente fará parte da vida do estudante que se matricula em uma faculdade de Pedagogia, e também no decorrer de sua trajetória profissional, envolve a consciência política que o aluno deve ter ao encarar sua posição como oprimido e pensando a respeito da luta por sua libertação. Há também críticas em relação a escolas tradicionais e ao capitalismo. O autor deixa claro que, no seu entendimento, o professor não deve se limitar apenas a transmissão do conhecimento, mas também estimular o pensamento crítico e a criação de conceitos por parte dos próprios alunos.

 

Por dentro de “Pedagogia do Oprimido”

A obra, fundamental para quem busca compreender um pouco mais sobre o que é Pedagogia, é dividida em quatro capítulos. O primeiro trata da Justificativa da Pedagogia do Oprimido; o segundo fala a respeito da concepção “bancária” de educação como instrumento de opressão; o terceiro é dedicado a dialogicidade, ou seja, a essência da educação como prática de liberdade; e por fim, é tratada a teoria da ação antidialógica. A partir de agora faremos uma breve introdução sobre cada um deles.

No primeiro capítulo, como o título já deixa claro, Paulo Freire faz a justificativa da escolha pelo nome dado ao livro, explicando que o homem precisa se transformar em um sujeito da realidade na qual se insere, se humanizando, lutando por liberdade, pela desalienação, e enfrentando a classe dominadora, que tenta se perpetuar através da violência, opressão, exploração e injustiça.

No capítulo dois, é abordado o conceito de concepção bancária da educação como instrumento de opressão. Para o autor, esse conceito nada mais é que o processo de aprendizagem onde o aluno é um sujeito passivo em sala de aula. Ou seja, seria algo como se o professor “depositasse” o seu conhecimento em um “banco”, que no caso seria a mente do aluno. Esse seria o método tradicional aplicado nas escolas, caracterizando uma educação autoritária, que ignora as experiências e conhecimentos prévios dos alunos.

No terceiro capítulo, o autor trata a respeito questão da dialogicidade enquanto essência da educação. De acordo com sua perspectiva, só há diálogo se houver um profundo amor ao mundo e aos homens. Dessa forma, o diálogo para ele existe através de uma relação horizontal, que deve ser baseada na confiança mútua.

E o capítulo de número quatro, o último do livro, é focado na “Teoria da Ação Antidialógica”. Nele, Paulo Freire mostra que considera tal teoria como sendo errada, manifestando que, no caso, aquela que realmente deveria ser disseminada e seguida é a Teoria da Ação Dialógica, uma vez que descreve a importância do homem como ser pensante de práxis sobre o mundo.

 

Tudo sobre Pedagogia

“Pedagogia do Oprimido” é composto por uma série de interessantes teorias, e vale a pena ser lido ao menos uma vez até por aqueles que não estão de alguma forma ligados à área de Ciências Sociais. Porém, claro, a principal procura sempre se dará por profissionais desse ramo, principalmente por aqueles que buscam saber tudo sobre Pedagogia.

E se ao ler nosso texto você se sentiu curioso a respeito do tema, isso pode significar que possui inclinação a tornar-se um pedagogo. Nesse caso, além de se inteirar mais sobre a obra de Paulo Freire, é óbvio que nada mais correto do que matricular-se em um curso de Pedagogia a distância.

Nele, além do conceito de Pedagogia Crítica, você verá muitos outros conteúdos, distribuídos entre disciplinas como Filosofia da Educação; Sociologia da Educação; Organização Didática da Educação Básica; Fundamentos da Ação Pedagógica; Transversalidade na Educação; Novas Linguagens e Tecnologias Educacionais; Pedagogia em Espaços Não-Escolares; Gestão Educacional; e Empreendedorismo na Educação. Isso para citar apenas algumas.

Ao escolher uma faculdade de Pedagogia EAD você estará optando pela graduação mais buscada dessa modalidade, e futuramente integrará o grupo dos mais de 90% dos profissionais que atualmente estão empregados no Brasil, provando que sim, o mercado de trabalho é bastante próspero na área. Mas acima de tudo, fará enorme diferença na vida dos tantos e tantos alunos que cruzarão seu caminho durante os anos em que estiver atuando.